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04 março, 2007

Déjà vu

Déjà vu? Não, achei mesmo que já tinha visto algo assim antes, mas foi apenas a lembrança do trailer, que vi há alguns meses atrás.

Um filme interessante e que entretém. Porém, usa um argumento manjado sobre viagens no tempo, e antes da questão da viagem no tempo ser revelada, ainda parece pior (como em Inimigo do Estado), como todo filme Hollywoodiano que dá voz à paranóia americana de que o governo tem alguma forma louca de controle de todas as vidas, incluindo satélites e câmeras de vigilância impossíveis que conseguem ver tudo em 360 graus e cobrir todos os ângulos de uma cena.


Sempre saio destes filmes com um nó na cabeça com estas possibilidades físicas malucas e mal-exploradas, acho que isso acontece desde De volta para o futuro. Tipo: como pode haver um evento no presente que depende de que alguém volte do futuro para que ele aconteça? Você segue a linha do tempo normal, porém percebe que o seu presente só existe porque um eu do futuro voltou no tempo e ajeitou as coisas para que ele fosse possível, isto é, para que haja um certo presente, precisa haver antes um determinado futuro (!?!). Mas isso é coisa de gente pentelha, que não pode assistir a um filme em paz, sem deixar de lado coisas inúteis como lógica e física.


Saí do filme e notei na entrada da sala uma certa confusão. Em todo tipo de confusão sempre tem alguém falando ao celular, como se todos os bosta-secas do mundo tivessem advogados prontos a resolver os seus problemas à base da intimidação. Era mais divertido quando as pessoas eram menos metidas a importantes e resolviam as coisas na porrada.

Mas ao que parece, houve mesmo porrada! Um pentelho pré-adolescente pirraçou o sujeito até que ele não agüentou e sentou a mão no moleque. Crianças pirracentas geralmente têm pais complacentes; e parecem invencíveis, já que os únicos com direito legal de pô-los no seu lugar são um fracasso total no assunto. Mais um déjà vu. Eu já não gostava de crianças desde que eu era criança.

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